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quarta-feira, 26 de julho de 2017

Por que as telas dos celulares quebram tanto e por que é tão caro consertar?

Conversa com especialistas, técnicos, advogados e consumidores para mostrar dificuldades e soluções para display quebrado. Rei do iPhone responde dúvidas em VÍDEO.


Por Bruno Araujo

Dono da loja Rei do iPhone fala se capa e película realmente protegem o smartphone contra quedas

Você sabia que a resistência a quedas é apenas a 12ª colocada entre as características levadas em conta pelo brasileiro na hora de comprar um smartphone novo, de acordo com pesquisa da consultoria IDC? Porém, em levantamento feito pelo G1 com assistências técnicas, os consertos de telas quebradas representam 80% dos serviços feitos.


Isso já aconteceu com você, o que é provável num país com vendas trimestrais de 12,4 milhões de celulares, ou você deve ter percebido o tanto de gente, seja na rua, no ônibus ou no trabalho, que usa ou teve um smartphone com display trincado.

Por que existem tantas telas quebradas por aí? Quais são os direitos do consumidor? E o que é feito com as peças descartadas?

Não vale a pena consertar

Reparar um display trincado, ainda mais de um modelo caro, não é fácil no Brasil. O conserto de aparelhos como iPhone 7, Galaxy S8 ou Moto Z2 pode ir de R$ 700 a R$ 1,8 mil.

O empresário Felipe Hevia, dono de um Samsung Galaxy S8 Plus com a tela quebrada, pensou em continuar com o aparelho. Mas mudou de ideia quando o trincado aumentou e afetou o uso da câmera frontal. Resultado: gastou R$ 1,2 mil no reparo. O Galaxy S8 Plus custa R$ 4,4 mil.
Mesmo com dano mínimo, conserto de tela de um Samsung Galaxy S8 pode chegar a R$ 1,8 mil (Foto: Felipe Hevia/Arquivo pessoal)


Outros dependem do smartphone para trabalhar ou não têm um celular reserva enquanto o titular, às vezes por dias, se recupera de uma lesão.

"Perguntei se me cederiam um aparelho reserva durante o período, que foi um dos argumentos usados no momento da venda, mas me falaram que depende de disponibilidade", diz o ilustrador Felipe Rodrigues, outro dono de um Galaxy S8 com tela quebrada.

"O celular é minha ferramenta de trabalho, mas não vale o empenho. E vou ficar muito bravo se não tiver conserto pela perda de tempo ou por não topar pagar. Daqui uns meses ele já vai estar mais barato. Se a tela me irritar, compro outro. É uma mistura de sentimentos. Raiva de mim por ter derrubado e raiva do celular por ser tão frágil", lamenta Rodrigues.

US$ 14,4 bilhões: foi isso que o consumidor gastou nos 10 anos do iPhone reparando ou trocando aparelhos, segundo pesquisa feita por seguradora nos EUA.

Desses, 26% aplicaram película e 35% usaram capa protetora. Mas 49% do total tiveram as telas destruídas em queda ou acidente.

(Fonte: SquareTrade's iPhone Decade of Damage Study)
via G1





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